ANTONIO HELIO CABRAL
1948 -Antonio HélIo Cabral nasce em 25 de outubro em Marília, SP. 1958/68 -Em 1958, vem residir em São Paulo com os pais. Por volta de 1961, começa a freqüentar a oficina de Fausto Boghi, artífice italiano. Aprende técnicas do cinzel por cerca de dois anos e experimenta outras de incisões.
1970 -Como estudante da FAU(Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP auxilia na organização da 1° Exposição de Artes Plásticas de alunos e estudantes da FAUUSP e participa da mesma e expondo desenhos de humor. Após a sua entrada na FAU, os diálogos com Flávio Moita , o incitam a explorar novos meios de arte, e Cabral realiza trabalhos sob a estética do achado, objeto trouvé. O humor de suas obras, muita vezes ferino,esta presente desde o início de sua produção; por vezes o humor esconde-se na trama, outras vezes surge como brutalismo.
1971 -Sem abandonar a estética do achado que persiste sobretudo em desenhos, Cabral veste-se do sentido da busca, daí inserir em sua produção, a pintura de cavalete como pesquisa. Datam deste ano, desenhos aquarelados que jogam com o imaginário da ambigüidade.
1972 -Participa de coletivas organizadas no MAC e no MASP respectivamente, Arte Jovem Contemporânea e Salão Paulista de Arte Contemporânea, e de mostra organizada pela Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1973- Monta ateliê na rua Tupi onde passa a exercitar-se em pintura de cavalete e, como afirma, engata no deboche, algo como na obra de Dubuffet. Realiza exposição individual na Foca Galeria, São Paulo, onde mostra obras irônicas em desenhos aquarelados e alguns objetos. Participa da exposição organizada pela Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna, São Paulo, da Bienal de Santos, Salão de Exposição de Artes Plásticas Il de alunos e estudantes da FAUUSP montada no Museu Lasar Segal. Ensina desenho no Artestudium, por cerca de um ano.
1974 -Começa a ensinar pintura e desenho no Museu Lasar Segal; faz pesquisas sobre artistas do decênio de 40 e organiza exposições, destacando pintores e temática do período. Novamente monta neste museu, a exposição dos alunos e estudantes da FAUUSP a terceira e última mostra, na qual Cabral participa mostrando trabalhos feitos com esmalte sobre compensado. Datam deste ano, pinturas de cabeças, que mantêm o humor de outras realizadas anteriormente. Também são desse ano as cabeças de pedra-sabão que, ironizando o multifacetado cubismo, produz rostos gaiatos. Essas esculturas são objetos de natureza morta que Cabral pinta em 1978.
1975 -Freqüenta as sessões de modelo vivo no ateliê de Antônio Carelli, das quais também participa Raphael Galvez. Recebe orientação sobre modelagem e fundição em gesso no ateliê de Galvez. Expõe na Galeria Atelier(Rio de Janeiro), desenhos que, segundo Cabral, estavam entre o brutalismo e o humor.
1976- Escreve Kossovitch que, nos anos de 76, 77 e 78, Na atividade artística de Cabral sofre mudanças significativas, o que se observa nos trabalhos (...) respectivamente mostrados no MASP e na Pinacoteca do Estado de São Paulo e na Lacio Galeria de Arte Kossovitch evidencia as diferentes direções de Cabral que, como artista, não prescreve normas para seus trabalhos, tampouco se limita a pensar numa única direção. 0 Museu de Arte de São Paulo organiza individual do artista mostrando produção diversificada, com desenhos de humor e obras de execução brutalista. Participa da Bienal Nacional, São Paulo, expondo objetos infláveis.
1977- Monta ateliê no Pari, onde permanece por cerca de um ano. Prossegue com pintura de observação, sem contudo deixar de revitalizar questões anteriores em novas chaves. Expõe conjunto de pinturas, desenhos e objetos que valorizam a estética do achado na Pinacoteca do Estado. Enquanto esta proposta é discutida na Pinacoteca, realiza entre este ano e o seguinte, Kit.Caras que revigora a de Logocaras, de 1975. É neste ano que Flavio Motta freqüenta algumas sessões de modelo vivo no Pari.
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Antonio Helio Cabral