Antonio Gonçalves Gomide
Desenhista, pintor, escultor e aquarelista
Itapetininga, 1895 - Ubatuba, 1967
«... Gomide está entre os sujeitos de importância na arte viva do Brasil...»
Mário de Andrade
A formação de Gomide passa pela Escola de Belas Artes de Genebra (1914 - 1918); pelas contínuas viagens pela Europa e por sua longa estadia em Paris onde usufruiu a atmosfera renovadora da Paris dos anos 20, convivendo com Braque, Picasso, Picabia e muitos outros pintores e intelectuais que formavam a «Escola de Paris». De experiência resultou a sempre presente cuidadosa e apurada composição e seu demasiado escrúpulo que se refletia na severidade técnica.
Em Paris sentiu e utilizou a influência cubista e suas decorrências, mas seu professor em Toulouse - o pintor, escultor, poeta e ceramista Jules Oury, conhecido como Marcel-Lenoir - com quem aprendeu a técnica do afresco, lhe forneceu os elementos para que pudesse desenvolver seu figurativismo baseado na releitura da humanização do ideal grego que se harmonizava com o preconizado pelo «Art Déco» quanto à simplificação das formas. Marcel-Lenoir, por sua vez, era um pintor que idealizava Cimabue e venerava Cézanne e que concomitantemente havia descoberto os vitraux, as cerâmicas e as iluminuras de Cluny.
Quando do seu definitivo retorno ao Brasil, em 1929, abraçou a linguagem brasileira que nas suas obras eram refletidas principalmente pelas cores e pelas composições de caráter autóctone.
Um dado curioso: Durante sua vida artística participou de cerca de 25 exposições; 5 individuais e 20 coletivas. No período 1967 - 2001, suas obras estiveram presentes em mais de 55 mostras de arte.
Fonte:
Itaú Cultural
Gomide, Antonio